Os Descaminhos da Gratificação

Os Descaminhos da Gratificação

Introdução

Vamos imaginar uma sociedade diferente. Ainda pré-comunista, em um processo de transição. Onde ainda há Estado. Na qual os trabalhadores têm o poder. O poder em todos os níveis do Estado. Tal sociedade não tem mais monopólio, não tem mais latifúndio, não sofre mais o controle do imperialismo. As relações de trabalho se dão, então, sob outra óptica. Não há mais apropriação da mais valia. Os pequenos proprietários, pequenos empresários, trabalham em seus estabelecimentos. Nesse caso e somente nesse caso, os trabalhadores recebem o necessário para suprir todas as suas necessidades: transporte, lazer, vestuário, alimentação, moradia, educação, cultura e outras. Nesse caso, o salário dos trabalhadores não tem nenhum complemento. Não há vale transporte, não há vale refeição, não há gratificações. Há somente o salário correspondente as necessidades e ao tempo necessário para a produção ou efetivação de alguma tarefa, seja uma tarefa prioritariamente manual, ou seja, uma tarefa prioritariamente intelectual. Nessa sociedade, sem as gratificações, sem os penduricalhos, há uma produção mais desenvolvida do processo de consciência. Não há nenhum compromisso com a margem de lucro, pois não há capitalismo. Como já notaram, essa não é a sociedade em que vivemos. Ao contrário, está muito longe de sê-la.

Quando a Direção da CONDSEF solicitou um texto sobre gratificações, demandado principalmente pela MP 2048, fiquei pensando o que escrever. Deveria ser tão claro, na cabeça de qualquer militante do movimento sindical ou de esquerda, que gratificações fazem parte de uma política para ampliar a exploração da classe trabalhadora. Entretanto, no modo de produção capitalista as coisas não acontecem segundo a nossa vontade. Ou melhor, em qualquer sociedade de exploração as coisas não acontecem segundo a nossa vontade. As coisas acontecem segundo a correlação de forças entre as classes fundamentais. As duas classes fundamentais na chamada sociedade moderna são: a burguesia – que detêm os meios de produção - e os trabalhadores - que só possuem sua força de trabalho para venderem no mercado. Trabalhadores, portanto, não são somente metalúrgicos, carpinteiros, pedreiros, coureiros, etc. Não são apenas os que produzem coisas. Os trabalhadores são qualquer um, mesmo os desempregados, mesmo os do mercado informal, que só possuem sua força de trabalho para garantir sua sobrevivência. Os servidores públicos são trabalhadores.

Mas a questão é: se as gratificações ajudam a aumentar a margem de lucros, por que o Estado, que não tem lucro, lança mão da política de gratificações? Se todo trabalhador é explorado, o que permite o enriquecimento da burguesia? Como se dá a exploração no Estado, que não lucra? Essas são questões que temos de resolver. A superestrutura do modo de produção existe para manter sua reprodução. Enquanto a produção de produtos e de riqueza se dá diretamente na infra-estrutura, na base da sociedade, na superestrutura são forjadas as condições para manutenção da realidade estabelecida. Essa realidade, no modo de produção atual, é a realidade do lucro e do capital. É claro que, nesse sentido, a lógica capitalista permeia toda a sociedade em uma contradição permanente. É necessário então que a burguesia convença a todos, principalmente a grande maioria, os trabalhadores, de que o Estado existe para garantir o bem comum. Ou seja, o Estado ganha uma aparência de neutro, assume uma legitimidade de arbitrar sobre os conflitos, toma para si o poder de punir e vigiar o progresso em nome da ordem e do desenvolvimento. O discurso para justificar isso é o discurso da harmonia, da fraternidade, da igualdade e até o da democracia (quando interessa).

Os donos do poder, para apagar os conflitos de classe, apresentam a sociedade sob a aparência de várias classes: há a classe alta, a classe média alta, a classe média, a classe média baixa, a classe baixa, os excluídos. Ou então há, os políticos, os músicos, os industriais, os carpinteiros, os metalúrgicos, os servidores, etc. Quando não fazem isso, reproduzem, como os fascistas, o discurso da colaboração. Preferimos olhar a população de outra forma. Ela é composta por duas classes fundamentais: burguesia e trabalhadores. Entre esses dois blocos sociais centrais há intermediários, que por sua posição frente às duas classes fundamentais, não podem ser uma nem outra. Assim as contradições começam a ficar mais claras. É certo que o servidor público, que assuma uma posição salarial e de poder no Estado, justificando e aplicando a política das classes dominantes, vive na superestrutura contradições que não permite enxerga-lo como trabalhador. Essas são contradições inerentes da sociedade em que vivemos e temos que enfrenta-las.

Podemos começar a entender então que, se por um lado o Estado não tem a finalidade direta do lucro, por outro ele tem o objetivo de manter a dominação de uma classe sobre a outra. Se há uma dominação onde o capital está no centro dela, onde se gera mais-valia, onde há lucro e enriquecimento pela exploração do trabalho alheio, manter tal dominação é manter a lógica do lucro. Chegamos no auge de nossa contradição: nunca um Estado capitalista pode oferecer um serviço público gratuito e de qualidade, crítico e comprometido com a maioria da população. Essa não é a natureza e tal função não cabe no papel do Estado.

Não há pelo o que lutar então? É necessário mudar a sociedade, acabar com o capitalismo, para depois ter o Estado que desejamos? Essa é uma conclusão óbvia, tão obvia que é errada. Veja, cabe ao movimento, justamente aprofundar as contradições do Estado. A ideologia usada do bem comum, do Estado de direito, onde as instituições são defendidas, protegidas e exercem sua plena função, cria contradições para a própria burguesia. Portanto a disputa de hegemonia percorre o Estado. Ou seja, a luta não é somente ou simplesmente para tomar o poder do Estado, mas para aprofundar suas contradições com projetos que não fazem parte da concepção das classes dominantes. Tais projetos e propostas colocam em xeque o papel do Estado. Nesse sentido, disputamos com projetos, lutamos para aprofundar contradições, já nesse no capitalismo. E é por isso que os trabalhadores durante muito tempo disseram não a todos os penduricalhos que acompanham o salário, dentre eles as gratificações.

E sobre o lucro do Estado? Ai acontece uma coisa interessante. O Estado não lucra no sentido completo do significado do lucro. Não há enriquecimento direto, não há burguês dono do Estado, não há apropriação de mais-valia, etc. Mas isso é uma verdade aparente ou mesmo apressada. As relações do capitalismo moderno, do imperialismo, demonstram, de várias formas onde escoa o lucro do Estado. O poder estatal ajuda os banqueiros, investe nas indústrias, nos grandes parques industriais, no pagamento da dívida externa, com dinheiro de arrecadação da população. Em Estados conservadores, como o da tradição política brasileira, onde a impunidade impregna as próprias instituições burguesas, os dirigentes se apropriam, embolsam e se enriquecem com o dinheiro do povo.

O trabalho também é pago com o dinheiro arrecadado. Pois, para fazer valer o papel da superestrutura precisam de uma burocracia que lhes preste serviço. Mas não podem criar situação tão diferenciadas entre todos os trabalhadores, a ponto de permitir que os mesmos enxerguem a diversidade da realidade ao qual estão submetidos. No fundamental, não é possível trabalhar com uma lógica que fuja do lucro, pois tal ideologia é dominante nesse modo de produção.

Digamos que o processo de privatização do Estado não começa quando é vendida uma estatal, mas que o ato de vende-la é a demonstração do aprofundamento dessa privatização. A lógica da disputa, da individualidade, do egoísmo, circula, através da ideologia dominante, todos os organismos da sociedade burguesa (inclusive as instituições de classe), pois estes não conseguem ficar isento a tal predominância. O Estado, portanto - que é o principal símbolo da superestrutura, que ordena e dirige o prolongamento da dominação, que serve à classe dominante - não poderia ficar fora da lógica do lucro. Ao contrário, reproduzi-la passa a ser fundamental (acompanhando os diversos modelos ou regimes de dominação impostos pelas classes dominantes, é claro).

No modelo atual, o que estamos atravessando no Brasil e no mundo, chamado de neoliberalismo, os aparelhos de estado e o conjunto da formação da superestrutura acabam aprofundando os princípios liberais da fundação do capitalismo. A defesa da propriedade é o fator preponderante, mas agora não é a propriedade local e sim a global; a garantia do lucro é algo crucial para seu desenvolvimento, mas não o lucro da burguesia nacional, que cada vez diminui mais, mas sim da burguesia, que é cada vez mais internacional; o controle dos gastos social aumenta, pois se aumenta a margem de exploração, se tem, necessariamente, que diminuir os investimentos sociais. É nesse caminho que vai seguindo o Estado, aplicando o projeto hegemônico da burguesia e com isso, mesmo que não haja mais valia direta, há mais valia, mesmo que não haja lucro direto, há lucro, mesmo que não haja exploração direta. Mas, em última instância, há exploração.

Fica fácil de entender agora, porque o Estado tem que fechar a torneira e aumentar os penduricalhos salariais. Fica fácil para entender porque os servidores públicos foram os primeiros a sofrerem o arrocho e o sofreram de uma forma direta, progressiva e violenta. Fica fácil para entender a brutal desregulamentação pela qual passaram os direitos dos servidores e a demanda de impor demissões apresentada pelas classes dominantes. Ou seja, o Governo não pode, sem aparentar o mínimo respeito ao Estado que aparece no discurso deles, demitir, acabar e destruir com o público/estatal. As Leis assumem papeis fundamentais nesse processo. Não é atoa que o Governo de FHC soube muito bem manipular, aplicar, manusear, os diversos instrumentos de leis como projetos, decretos, pec, mp, etc. Fez isso para justificar a legalidade de mudanças e usou os instrumentos que estavam a sua disposição, independente de suas origens, de acordo com a demanda, a necessidade e a urgência.

Dito isso a primeira conclusão que chegamos é que as entidades classistas deveriam ser contra os penduricalhos salariais. Tais instrumentos somente ajudam a aumentar a margem de lucro e impor o rebaixamento da qualidade de vida dos que trabalham. Não possuem garantia de continuidade, não permanecem na aposentadoria. Gratificações, que são instrumentos de complemento salarial, não são parte do salário, mas um instrumento a parte que os complementam, servem apenas para criar ilusões momentâneas e controlar mais e mais os trabalhadores. Do ponto de vista das demandas ideais todos os trabalhadores, que já despertaram um pouco de consciência sobre o sistema em que vivem, são contrários, por princípio as gratificações. A demanda necessária, para aumentar as contradições, no sistema em que vivemos é: contra as demissões, mais empregos, mais salários.

 

Do Ideal ao Real

Porque fizemos tal introdução? Por uma razão muito simples: discutir gratificação hoje na realidade dos trabalhadores e principalmente na realidade dos servidores públicos federais não é fácil. Os salários estão achatados, pois a transformação para real já iniciou impondo o achatamento dos salários. Se já é difícil manter reivindicações justas, pelo pleno emprego, por salários dignos, etc, em qualquer momento do capitalismo, nesse, em especial, é mais difícil ainda.

O que o governo está fazendo hoje, impondo abertamente a lógica do capital no funcionamento dos serviços públicos e do Estado, não é nada mais do que deixar transparente uma realidade que já existe. É necessário combater essa lógica. Falar de gratificações hoje medidas pela produtividade, como se fosse uma empresa privada qualquer, como se fosse possível fazer isso nos serviços públicos, também é iludir a população, para demagogicamente, dizer que os servidores são jogados a mesma situação de trabalho que os trabalhadores da iniciativa privada. Isso porque, no fundamental, o que o projeto atual pretende é acabar com os serviços públicos. Mas, por enquanto estão acumulando forças, aprofundando as contradições internas. Pior, essas tais gratificações, como apresentadas na MP 2048 são uma armadilha para os servidores. Querem que os trabalhadores aceitem o projeto do Governo hoje por migalhas. Se aceitam ficam com a imediata melhoria do poder de compra e são reféns do projeto do Governo, colaborando para sua implementação; se não aceitam, ficam sofrendo o arrocho atual, perdem seus cargos que serão extintos e podem sofrer uma represália na primeira avaliação, que será medida pela produtividade. Parece um beco sem saída. Mas a saída da classe trabalhadora está sempre na luta de classes e nunca nela mesma.

No nosso caso temos que, de todas as formas, denunciar essa tramóia do Governo. Não podemos aceitar que o elemento medidor das gratificações, do valor das mesmas e do direito sobre as mesmas, seja a produtividade. Os serviços devem ser feitos de trabalhos diversos que se complementam. Não podem ser tratados como uma empresa onde se abre um processo progressivo de terceirização porque a tecnologia central está sob controle da patente, do dono, do burguês. E nesse sentido, diferente da lógica privada do capital, na lógica pública não há argumentos para que os trabalhadores aposentados não recebam também suas gratificações.

O problema é que as tais gratificações citadas e abertas pelo Governo Central estão diretamente ligadas a várias questões como: carreiras, diminuição da massa salarial, descompromisso e mobilidade para modificar cargos e funções sem compromissos salariais, etc. Se o Governo apenas concede o reajuste salarial ele terá diversos problemas segundo sua ótica: os aposentados atuais vão ter que receber o que todos da ativa estarão recebendo, pois são servidores até hoje segundo as Leis e os vínculos trabalhistas, nesse caso, o universo é muito mais amplo e aumentará os gastos; os que se aposentarem de agora para frente, se aposentarão com o valor estabelecido em seus contracheques, com base no salário que recebem e isso também aumentará os gastos; teriam que contemplar todos os servidores, até os do PCC, que são considerados hoje o “setor podre do Estado” e que são numericamente maiores, isso criaria grandes problemas para a lógica de prioridades de FHC e do FMI e também aumentaria os gastos. Ou seja, nada melhor para ele que usar a gratificação nesse momento e com essa lógica. São gratificações diferenciadas, não atingem aposentados, apagam o incêndio de algumas pressões que estão sofrendo, dividem o movimento sindical e continuam acumulando forças no processo que estão desenvolvendo de mudanças no aparelho do Estado. Por essas questões, me parece, que podem ser tomadas duas posições: 1. assumir também uma posição de apagar o fogo, denunciar o que faz FCH, aceitar o que está ocorrendo e cobrar alguma coisa para o PCC ou 2. ser contra esse processo e rejeitar as gratificações e ele por inteiro. Cabe a direção da CONDSEF tomar a posição que considere mais correta.

Mas quais são as antinomias desses problemas? Parece que é fácil encarar essas situações. Mas não é, muito pelo contrário. Há uma pressão da base, por conta do medo das demissões e pelo grande tempo de arrocho salarial, que apressa uma solução com carreiras de um lado e busca qualquer tipo de melhoria financeira de outro. Uma direção sindical, frente a essa realidade fica acuada, tendo, necessariamente, que ouvir e dar soluções para sua base. Isso sem contar que o movimento sindical iniciou agora a dar demonstrações de recuperação da sua força, mas ainda está em uma situação desfavorável em relação ao Governo. Entretanto, apenas apagar o fogo tende a criar um problema futuro, pois, acaba-se tratando de forma simples uma questão profundamente complexa.

Há várias questões que determinam os problemas atuais que vivem os servidores. É necessário enfrentar o debate sobre concepção de Estado, concepção de Serviços Públicos, concepção de movimento sindical, para construir uma visão mais clara sobre a função, pensar nas carreiras e em todos os penduricalhos que ela pode ou não carregar. Isso demanda então uma síntese entre a sociedade atual e a sociedade futura. É necessário então pensar a situação dos servidores frente à realidade atual que temos (e tal realidade é a do capital). Nessa, o Estado não pode ser outro a não ser o Estado de Classe, como já buscamos explicar na parte da introdução.

Nesse sentido cabe pensar qual é o papel do Estado? Não! Cabe sim pensar o papel que ocupam os servidores e o que devem ocupar, para construir de fato uma disputa de hegemonia no interior do Estado. Mas por que não cabe pensar o papel do Estado? Porque, fundamentalmente, ele é um instrumento de dominação de uma classe sobre a outra. Mas, mesmo assim, os aparelhos de Estado podem aprofundar contradições, pois utilizam concepções e modelos distintos. O Exemplo do Estado de Bem Estar Social é um modelo emblemático para esse debate. As classes dominantes, na Europa, investiram em ações sociais para contrapor o crescimento e o aprofundamento da crise que estavam vivendo. Mas no Brasil, tal modelo, não chegou como na Europa, pois, seguindo a seqüência de um capitalismo tardio, a ordem brasileira foi determinada pelo imperialismo e com isso ainda pela exploração generalizada, sem lugar, nem para uma política nacional, aprofundando sua situação de submisso.

Sabemos, por outro lado, que os serviços públicos, por exemplo, que são a principal marca de um Estado que faz investimentos sociais, é fundamental para a realidade brasileira se desenvolver. É necessário superar problemas sociais crônicos, não mais vividos pelos países de ponta do capitalismo, para o mínimo de desenvolvimento econômico industrial. As etapas estão sendo queimadas em países sub desenvolvidos. Já foi queimada a etapa do feudalismo, agora estão sendo queimadas várias etapas do imperialismo, para poder colocar o Brasil inserido na ordem internacional. Mesmo que tal inserção seja dependente como a que está acontecendo progressivamente. Mesmo que tal inserção amplie a miséria e leve à barbárie.

Nesse processo o Estado assume a função tanto de arena, de um espaço em disputa, para servidores, políticos (e políticas), quando de agente social que dirige o processo. O Bloco Histórico da Burguesia contempla o Estado no seu interior e precisa dele como dirigente do processo de acumulação. A discussão para os trabalhadores se apresenta complexa e excludente. Os explorados não estão dentro da discussão das diretrizes do Estado, estão fora delas. Nesse sentido, cabe o desafio de enfrentar o debate com toda a diversidade que ele tem, mantendo-se inclusive, a autonomia e independência necessária que demanda qualquer movimento classista.

Portanto, cabe apresentar uma preocupação e oferecer um caminho que, só depende da direção da CONDSEF para decidir. Ou seja, os trabalhadores devem ter consciência do caminho a ser escolhido. A discussão sobre gratificações, descolada de tecnocracia, nos permitiu essa abordagem e apresentar os riscos de enfrentar os problemas que são colocados com a lógica de ir apagando incêndios, ir resolvendo problemas quando eles ocorrem. Talvez seja mais prudente assumir uma posição de enfrentar o conjunto dos problemas sem sofrer as pressões diretas da lógica da burguesia. Assim seria necessário fazer um debate que discuta: 1. Papel do estado, papeis e contradições do aparelho estatal, papel da superestrutura na sociedade capitalista e no modelo atual do neoliberalismo; 2. Os serviços públicos como parcela do Estado e aparelho de Estado: quais os papeis, qual sua natureza, quais suas contradições, como disputar hegemonia?; 3. As influências do Estado, dos aparelhos do Estado e dos Serviços Públicos na organização sindical dos trabalhadores: como manter a autonomia, a independência e a unidade e disputar hegemonia?. Parece-me que essas são as questões centrais que temos pela frente. No mais, agora, é dizer não a MP 2048.

 

Brasília, 12 de julho de 2000

 

Saudações Socialistas

 

 

 

Eduardo Alves

Assessor da CONDSEF e Cientista Social